Conceito FUA

O conceito FUA (Flexible Use of Airspace) Espaço Aéreo Flexível

O CAVOK.pt explica de uma maneira muito simplista, o conceito FUA (Flexible Use of Airspace) Uso Flexível Espaço Aéreo .

 

Conceito FUA

FUA (Flexible Use of Airspace) Uso Flexível Espaço Aéreo, reflecte uma política de gestão de espaço aéreo, em que determinadas áreas militares poderão ser utilizadas por tráfego civil ou tráfego militar optimizando a sua utilização.

As áreas sujeitas a esta gestão, são porções de espaço aéreo fixas geograficamente, que poderão ser activadas a qualquer momento por entidades militares, para a realização de exercícios aéreos ou “libertadas” para uma utilização por qualquer aeronave civil.

Reflecte pois, uma optimização e dinamização de algumas aéreas ou blocos de espaço aéreo militares de modo a que não estejam sempre activos e tendo um conhecimento atempado de quando e com que altitudes estarão esses blocos de espaço aéreo activos.

Nos nossos mapas CAVOK.pt as áreas são desenhadas com as coordenadas exactas tal como descritas em AIP (Aeronautical Information Publication) de Portugal e representam a informação programada para entrar em vigor entre as 06:00 UTC do presente dia até às 05:59 UTC do dia seguinte (verificar sempre a data de actualização!).

Ao clicar na área pretendida, obtém o NOME da área, os NÍVEIS ou altitudes de activação, o HORÁRIO da activação e em alguns casos a FREQUÊNCIA do Órgão prestador de Serviços de Tráfego Aéreo.

Pode ainda clicar no ícone superior esquerdo abrindo o MENU onde são descritas todas as áreas e aí poderá "apagar" as camadas que pretender para facilitar a leitura no mapa (óptimo para as áreas mais pequenas ou sobrepostas!).

Como é elaborado a programação FUA

Muitos dos países europeus possuem uma AMC, Célula de Gestão de Espaço Aéreo que recebe das agências militares, no nosso caso das Bases Aéreas e de outras agências autorizadas, as reais necessidades das áreas ou blocos de espaço aéreo que pretendem ocupar para o próximo dia, nomeadamente ao nível de altitudes ou níveis de voo e horários de activação. É feita uma mensagem AUP (Airspace Use Plan), Mensagem de Planeamento de Espaço Aéreo que é enviada para o  EuroControl que se encarrega de disseminar no seu sítio a informação até às 06:00 UTC, de modo a que as companhias aéreas, agências de operações aéreas, escolas de aviação e pilotos privados possam programar os seus voos evitando essas áreas.

Evita-se pois a segregação permanente das áreas, actuando-se na prevenção, diminuindo a hipótese de violações de espaço aéreo e ao nível do tráfego civil, diminuir impactos permanentes nas rotas aéreas.

São três os níveis de activação das áreas que produzem impacto ao tráfego aéreo:

Nível 1, Estratégico – definição de uma correcta política do espaço aéreo nacional e estabelecer estruturas de espaço aéreo predeterminado (áreas);

Nível 2, Pré-táctico – activação dia-a-dia do espaço aéreo de acordo com as reais necessidades dos utilizadores (o que é publicado diariamente pelo CAVOK.pt);

Nível 3, Táctico – utilização real do espaço aéreo, ao momento, permitindo uma segura evolução do Tráfego Aéreo Operacional (militar, OAT) e operações do Tráfego Aéreo Geral (GAT). (daí a nossa sempre chamada de atenção para a necessidade do FPL e do contacto com os Órgãos de Tráfego Aéreo, ATC, ou Serviço de Informação de Voo, FIS nas frequências expressas em AIP de PORTUGAL ou MANUAL VFR).

A representação gráfica do CAVOK.pt funciona ao nível do pré-tático (nível 2), sempre suportado pela informação emanada pelo EUROCONTROL e actualizado diariamente às 0600 UTC (deve sempre confirmar a hora e data de actualização no botão Menu do lado Esquerdo do mapa).

As áreas sujeitas a gestão AMC na FIR de Lisboa são todas aquelas que constam no AIP de Portugal, ENR 5.1.

Algumas áreas de aproximação dos aeródromos Militares afectos à Força Aérea Portuguesa, nomeadamente as áreas Restritas de Sintra (LP-R42B), Monte Real (LP-R60B) e Beja (LP-R51BN/LP-R51BS) a partir de níveis publicados na secção ENR 5.1. A maior parte das áreas Perigosas (Danger Areas) são também geridas pela Célula AMC, Célula de Gestão de Espaço Aéreo tal como a LP-D28B, LP-D10, LP-D66, LP-D25 (a cima 5500pés), LP-D48N, LP-D48S, LP-D67, LP-D62 e LP-D63. As áreas reservadas temporariamente (TRA, Temporary Restricted Area) que são áreas de treino e exercícios militares e ainda zona de identificação da Defesa Aérea (ADIZ) são sujeitas a esta gestão e fazem parte deste grupo a LP-TRA13, LP-TRA57, LP-TRA54, LP-TRA55 e LP-TRA56 entre outras.

O conceito FUA, Uso Flexível Espaço Aéreo é diferente do NOTAM.

A área de um NOTAM pode ser uma qualquer porção de espaço aéreo do território nacional, ou da FIR de Lisboa LPPC, enquanto que as ÁREAS FUA estão já pré-designadas em publicações oficiais: AIP de Portugal, Manual VFR ou AIP Militar como "activáveis" por agências militares.

O NOTAM requer um planeamento antecipado o que por vezes não vai de acordo com as reais necessidades que as agências militares pretendem.

O NOTAM pode ser planeado e requerido para qualquer sítio do território nacional ou FIR Lisboa LPPC, e elaborado mediante as necessidades de um qualquer utilizador militar ou civil.

Para complemento da informação e para consultar as áreas que são afectadas pela AMC, Gestão Flexível de espaço aéreo consulte o AIP, Secção ENR 5.1, “Navigation Warnings.