Uma Espécie de Reportagem

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4º campeonato de Para-motor 2015 no Aeródromo de Lagos – Brigadeiro Costa Franco.

 

Dia 20 a 22 de Novembro teve lugar o 4º campeonato de Paramotor de 2015, no aeródromo de Lagos – Brigadeiro Costa Franco.

O Cavok.pt, sempre pronto a ir aprender como funciona uma modalidade, lá se decidiu, depois de grande discussão, se de avião, se de automóvel ! Foi muito fácil a decisão porque às 07 AM de 21/11 estava a chover a potes e tecto baixo com nevoeiro, no vale do Tejo..

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Assim lá fui a guiar, devidamente acompanhado do Dom Luís Malheiro, que sempre mal disposto, lá foi andando… a teoria seria, vamos no máximo permitido por lei, pela autoestrada no sentido de apanharmos o campeonato, no seu melhor e com bom tempo.

Bem andámos, andámos, mas depois de 300Km, mesmo a chegar ao Aeródromo de Lagos, começa a chover e o vento começa a soprar… É preciso ter mesmo azar!

Comecei a perceber, que a vida de fazer reportagens é muito difícil!

O Programa previsto para sábado dia 21/11 era:

Briefing provas da manhã (8h)
Prova “Rápida / Lenta” + “Aterragem de precisão”
Prova de “Consumo puro”
Almoço volante (no Aeródromo)
Briefing provas da tarde (14h)
Prova de “Consumo & Distância”
Jantar livre

Enfim, falhámos as provas da manhã entretanto interrompidas, exactamente pela hora em que chegámos ao Aeródromo.

Mas de que modalidade estamos a falar?

O Paramotor é uma aeronave que utiliza as mesmas técnicas para o võo do Parapente, adicionando um motor a combustão e hélice que lhe permite ser autónomo e poder descolar do chão. É constituído por 2 equipamentos principais, a Asa e o Arnês com Motor e Hélice. A Asa do Paramotor é uma vela constituída por invólucros, que lhe permite tomar forma de uma asa, quando é accionada pelo vento. É comandado por um acelerador relativo ao motor, em relação à asa, tem uns manípulos ligados a cabos, que lhe permite poder virar à esquerda e direita, subir e descer.

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Existem em Portugal várias escolas, onde se se ensina a prática desta modalidade, começando-se com o parapente e depois evoluindo para o paramotor.

Regressando à nossa história, no campeonato não havia público, eram praticamente os praticantes e seus acompanhantes, o que com certeza foi pena.

O Aeródomo de Lagos, para além da sua excelente localização e características que poderão ver em http://cavok.pt/2015/08/19/lagos/ , tem um Aeroclube bastante activo e diferente do que encontramos no resto do País.

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As instalações são muito boas, com bar, wc, sala de briefings e vários hangares para as aeronaves e respectiva manutenção.

Nesta região existe uma grande concentração de pessoas anglo-saxónicas, o que se reflecte no aeródromo, nos seus utilizadores e onde podemos ver um conjunto de aeronaves, onde se destacam pela diferença: 2 balões de ar quente, 3 autogyros e 2 pendulares.

Há muitos anos que este aeroclube faz formação de pilotos de ULM a Ingleses que se deslocam a Portugal, devido às excelentes condições meteo que temos no Algarve.

Já não via em Portugal, um local onde ainda se pratique, com regularidade o voo de pendular, que para mim é excepcional, como experiência e em termos de segurança. Também interessante, foi ver um dos modelos mais recentes de pendular da P&M inglesa, que tinha chegado há pouco tempo.

Em relação aos autogiros, foi o local onde encontrámos mais, em Portugal.

Claro que a maior parte destas aeronaves são estrangeiras e operadas por pilotos e instrutores qualificados para o efeito.

O Aeroclube nota-se, que vive com vitalidade, tendo eu falado com mais destaque com a sócia Helena Sá, uma piloto e instrutora Balonista da empresa Algarve Baloons, que também proporciona cursos de instrução de balonismo. Para além do balonismo, é piloto de ultraligeiros no Aeroclube, uma mulher inteligente e simpática.

Para além das aeronaves referidas existem aviões GA, ultraligeiros e experimentais.

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Notámos também, o aspecto clubístico, de alguns hangares onde praticamente se vive, se alimenta, se pode dormir, onde se montam aeronaves e se faz a sua manutenção, sempre cheios de asas e peças por todos os lados. Um sítio muito bom para os “Hobbystas” aeronáuticos… quem me dera!

Outro personagem que conhecemos e com quem falámos foi o Vitor Pinto, que é o homem que regula a prova, dado ser um qualificado membro da FAI, que estava a participar no júri da prova.

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Fomos muito bem-recebidos, pelos sócios do aeroclube, levaram-nos a visitar, com muitas explicações, os vários hangares e todas as aeronaves que estão estacionadas no aeródromo e no aeroclube.

Ao fim da manhã e dada a interrupção das provas, por causa do mau tempo, proporcionaram-nos um ótimo almoço no restaurante Casa Chico Zé, que é cerca de 2Km do aeródromo e se recomenda vivamente.

Na parte da tarde, as provas também foram interrompidas, em virtude da meteorologia, pelo que nos restou o regresso de novo a Lisboa com um tempo lindo, mas um vento incrível durante todo o percurso.

Lição – Um Aeroclube a rever

 

David Ferreira

 

22 de Novembro de 2015

 

 

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